São momentos raros da vida, mas de vez em quando você conhece uma pessoa, um lugar, uma história que te desperta uma sensação de que você não sabe nada, não conhece nada. Eu gosto. Gosto de pensar que eu ainda não sei nada da vida. Sinto que ainda há muito por aí que eu não tenho idéia de que existe e que a qualquer momento vou ser surpreendida com algo novo.
Hoje, me encontrei com a Phédra D. Córdoba, estrela do grupo Satyros e uma das pessoas mais surpreendentes que eu já conheci. Quando ela fala, sorri, berra ou gesticula, eu não tenho idéia do que está se passando pela cabeça dela. Não entendo se ela gostou, se está brava, se quer me bater, se me achou burra. Ela conta histórias e eu não posso nem imaginar o final, penso que ela poderia estar facilmente inventando aquilo tudo.
Enfim, eu ainda não a compreendi completamente, mas um pouquinho eu já conheço. Posto aí embaixo a Phédra em uma performance da peça Transex. Ela canta I'll survive em espanhol e toca castanholas... de resto, nada mais me lembro!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Dez anos
Posso me lembrar como se fosse ontem de quando o telefone tocou e da boca da minha mãe eu ouvi as palavras “vai ser hoje? Você já está indo para lá?”. Eu tinha apenas 12 anos na época, mas já entendi perfeitamente do que se tratava e em uma pequena confusão de sentimentos, pude senti as lágrimas rolando pelo meu rosto. Não chorava de tristeza. Era uma alegria tão simples e profunda que eu acho que jamais saberia expressar por palavras. Era hoje. Era hoje o dia em que minha irmã seria mãe e eu tia.
Corremos, corremos muito pelas ruas congestionadas. O caminho até a maternidade São Luiz nunca pareceu tão longo. Não tínhamos nada nas mãos, nem uma flor, nem um presente. Nada daquilo que planejavamos entregar à mãe e ao bebê quando os víssemos pela primeira vez. Mas, sem sabermos bem porque, nada disso parecia importar.
Quando passamos correndo pela porta de vidro na entrada do hospital, minha irmã já estava sendo preparada pelos médicos para a operação. Estava cuidando dos últimos detalhes antes daquele que seria o momento mais especial da sua vida até então. Minha mãe insistiu com as enfermeiras que precisava vê-la antes da cirurgia. Tanto insistiu que conseguiu. Eu esperei do lado de fora, mas mandei por ela o meu carinho e desejo de que tudo corresse muito bem.
Lembro da pequena sala com sofás de couro preto que ficamos esperando por notícias do nascimento. Lembro também quando toda a família se virou para ver o mais novo papai entrando ainda branco de susto para dizer que tudo tinha corrido bem. Contou que tinha quase desmaiado, mas que mãe e bebê estavam ótimos. Depois disso, revelou grande mistério do dia: era um menino. Era o Fernando. Até então, o sexo do bebê era um segredo que somente o médico do ultra-som poderia decifrar, mas que a mamãe de primeira viagem persistentemente se negou a desvendar.
Seis horas depois de chegar ao mundo, o Fê subiu ao quarto para a primeira mamada. Toda a família aguardava do lado de fora. Quando o vi pela primeira vez, um sentimento ainda maior tomou conta de mim. Ele era lindo, perfeito, era a criança mais graciosa que eu já tinha visto. Me lembro de olhar pelo vidro do berçário e pensar que era impressionante como todos os outros bebês ali deitadinhos eram pequenos, com cara de joelho, menos o meu sobrinho.
Não me recordo como voltei para casa, nem que horas saímos de lá. Hoje, quase dez anos depois, minha memória guardou somente as impressões mais intensas. Mas uma década é muito e não sei como esse tempo todo passou tão rápido. Ainda não consegui entender. Lembro que no dia em que ele nasceu eu pensei que quando eu fizesse 24 anos o Fê seria exatamente o que eu era naquele dia, ele teria 12 anos e saberia tudo que eu sabia. Mas essa data, que agora já está próxima, ainda parecia fazer parte de um futuro muito distante.
Amanhã é dia de festa: 10 anos do meu querido primeiro sobrinho. E quem sabe daqui a alguns meses eu não conto como, três anos depois, no dia 23 de novembro, chegaram outros dois novos membros da família Figueiredo Ponzini?!
Parabéns à Vera e ao Fê pela data. Doze de agosto é o dia do aniversário dos dois leoninos da família.
Corremos, corremos muito pelas ruas congestionadas. O caminho até a maternidade São Luiz nunca pareceu tão longo. Não tínhamos nada nas mãos, nem uma flor, nem um presente. Nada daquilo que planejavamos entregar à mãe e ao bebê quando os víssemos pela primeira vez. Mas, sem sabermos bem porque, nada disso parecia importar.
Quando passamos correndo pela porta de vidro na entrada do hospital, minha irmã já estava sendo preparada pelos médicos para a operação. Estava cuidando dos últimos detalhes antes daquele que seria o momento mais especial da sua vida até então. Minha mãe insistiu com as enfermeiras que precisava vê-la antes da cirurgia. Tanto insistiu que conseguiu. Eu esperei do lado de fora, mas mandei por ela o meu carinho e desejo de que tudo corresse muito bem.
Lembro da pequena sala com sofás de couro preto que ficamos esperando por notícias do nascimento. Lembro também quando toda a família se virou para ver o mais novo papai entrando ainda branco de susto para dizer que tudo tinha corrido bem. Contou que tinha quase desmaiado, mas que mãe e bebê estavam ótimos. Depois disso, revelou grande mistério do dia: era um menino. Era o Fernando. Até então, o sexo do bebê era um segredo que somente o médico do ultra-som poderia decifrar, mas que a mamãe de primeira viagem persistentemente se negou a desvendar.
Seis horas depois de chegar ao mundo, o Fê subiu ao quarto para a primeira mamada. Toda a família aguardava do lado de fora. Quando o vi pela primeira vez, um sentimento ainda maior tomou conta de mim. Ele era lindo, perfeito, era a criança mais graciosa que eu já tinha visto. Me lembro de olhar pelo vidro do berçário e pensar que era impressionante como todos os outros bebês ali deitadinhos eram pequenos, com cara de joelho, menos o meu sobrinho.
Não me recordo como voltei para casa, nem que horas saímos de lá. Hoje, quase dez anos depois, minha memória guardou somente as impressões mais intensas. Mas uma década é muito e não sei como esse tempo todo passou tão rápido. Ainda não consegui entender. Lembro que no dia em que ele nasceu eu pensei que quando eu fizesse 24 anos o Fê seria exatamente o que eu era naquele dia, ele teria 12 anos e saberia tudo que eu sabia. Mas essa data, que agora já está próxima, ainda parecia fazer parte de um futuro muito distante.
Amanhã é dia de festa: 10 anos do meu querido primeiro sobrinho. E quem sabe daqui a alguns meses eu não conto como, três anos depois, no dia 23 de novembro, chegaram outros dois novos membros da família Figueiredo Ponzini?!
Parabéns à Vera e ao Fê pela data. Doze de agosto é o dia do aniversário dos dois leoninos da família.
sábado, 2 de agosto de 2008
Sem palavras...
Eu cheguei para o show do Muse com altas expectativas. Cada uma delas foi superada!
Uns pequenos trechos para tentar explicar do que eu estou falando:
Knights of Cydonia
Hysteria
Supermassive Black Hole
Uns pequenos trechos para tentar explicar do que eu estou falando:
Knights of Cydonia
Primeirona!
Hysteria
Supermassive Black Hole
sábado, 26 de julho de 2008
Unexpectedly MUSE
Até ontem de manhã (ou melhor, antes de ontem já que hoje já é amanhã - confuso!) eu não sabia se eu iria ou não ver a banda. Os motivos da minha indecisão? Eram muitos. Confesso que na minha listinha os prós prevaleciam sobre os contras, mas quem me conhece sabe que eu não sou boa para tomar decisões, por mais simples que elas sejam. Comprei num raríssimo impulso de determinação que eu espero se repita mais vezes na minha vida.
Enfim, toda essa história para dizer que depois de uma minissérie mexicana (não chegou a ser uma novela) comprei meu bilhete premiado, meu cupom da sorte, e quinta que vem vou me embrenhar na multidão com as minhas lindinhas para ver os inglesinhos de perto!
Bom, como esse post não podia deixar de ter uma trilha sonora, aí vai a minha música favorita. Ou melhor, uma delas. Porque como diz a Biazélda "ô banda para fazer música boa".
STARLIGHT
"You electrify my life"
E que chegue a quinta-feira e com ela muitos outros acontecimentos inesperados!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
New York falls
Achei linda essa instalação que foi inaugurada hoje lá em Nova York. No total são quatro quedas d'água gigantes espalhadas pelos rios que envolvem a ilha de Manhattan. A cachoeira na foto aí de cima fica logo embaixo da Brooklyn Bridge.A nova decoração da Big Apple vai durar até o dia 13 de outubro. Eu queria ver!
E tem mais um montão de fotos das cachoeiras nova-iorquinas.
terça-feira, 24 de junho de 2008
A família de Rani
Era uma vez um homem chamado Ram Singh Munda. Ele morava na Índia com sua esposa e sua filha Dulki. A família de Munda vivia em uma tribo na floresta indiana. Um dia sua esposa faleceu e a filhinha de apenas quatro anos ficou inconsolável. Um ano depois, em uma de suas incursões pela mata, ele encontrou uma ursa filhote, que assim como sua filha, era órfã. Ele decidiu levá-la para casa e criá-la como um animal de estimação. A ursa devolveu a alegria de sua filha e sobreviveu graças aos cuidados dos dois.

Essa poderia ser uma história muito feliz se não tivesse um desenrolar tão trágico. Depois de um ano com a ursa morando na casa de Munda, um jornal local decidiu fazer uma matéria sobre a família. A reportagem repercutiu entre as autoridades sanitárias da região e o homem foi preso por violar as leis de proteção à vida selvagem. A ursa mandada para o zoológico, onde se recusa a comer, e a criança foi enviada para um orfanato.
Hoje, até mesmo os ativistas ambientais pediram que o homem fosse libertado e que pudesse encontrar novamente o animal. Munda é analfabeto e vive em uma tribo, portanto não tem conhecimento das leis vigentes no país. E sabe o que é mais lindo dessa história? O nome escolhido por ele para batizar a ursa foi Rani, que significa Rainha.
Eu torço pela reunião da família de Rani.

Essa poderia ser uma história muito feliz se não tivesse um desenrolar tão trágico. Depois de um ano com a ursa morando na casa de Munda, um jornal local decidiu fazer uma matéria sobre a família. A reportagem repercutiu entre as autoridades sanitárias da região e o homem foi preso por violar as leis de proteção à vida selvagem. A ursa mandada para o zoológico, onde se recusa a comer, e a criança foi enviada para um orfanato.
Hoje, até mesmo os ativistas ambientais pediram que o homem fosse libertado e que pudesse encontrar novamente o animal. Munda é analfabeto e vive em uma tribo, portanto não tem conhecimento das leis vigentes no país. E sabe o que é mais lindo dessa história? O nome escolhido por ele para batizar a ursa foi Rani, que significa Rainha.
Eu torço pela reunião da família de Rani.
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