quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tartaruguinhas

Quem diria que as agitadas praias de Porto Seguro, com suas barracas gigantescas espalhadas por toda a orla, também são procuradas pelas tartarugas marinhas na época da desova. Pois acredite, elas são. Parece que os bichinhos não se importam muito com a bagunça e continuam aparecendo por aqui. O problema é que os ninhos ficam ainda mais ameaçados, agora também pelos turistas curiosos.

Eu visitei a sede de um pequeno projeto que trabalha em parceria com o Tamar. Eles protegem ninhos, ajudam as tartarugas recém-nascidas a voltar para o mar e resgatam as doentes para tratá-las. O mais legal é que todos que participam da ação são voluntários. Tive a oportunidade de ver uma família de tartaruguinhas que havia saído do ovo naquele mesmo dia. Elas estavam aguardando o movimento da praia diminuir para que pudessem ser levadas para o mar.
Dois fatos tristes:
- apenas uma ou duas tartarugas marinhas em cada mil chegam à idade adulta.
- muitas tartarugas morrem ou são encontradas doentes porque ingerem lixo jogado no mar. Os dois principais vilões são pedacinhos de isopor, muito utilizado pelos pescadores, e bitucas de cigarro.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pelas vielas do centro histórico

A oportunidade que eu tive deve ser rara: passear pelas ruazinhas de terra do centro histórico de Porto Seguro sem mais do que 10 turistas no local. Eu explico: estamos em plena baixa temporada, ontem o dia estava nublado e as dezenas de ônibus da CVC que circulam pela cidade, largando e buscando pequenas multidões pelos locais mais turísticos, deve ter ficado na garagem.
Sem a bagunça, pude concluir que, apesar de já um pouco degradado e com um comércio de artesanato indígena-fake, o centrinho ainda mantém um certo charme. O local onde os portugueses construíram a primeira vilinha após o descobrimento é tombado pelo Iphan e, portanto, muito bem mantido. Destaque para as ruínas de um colégio dos jesuítas, o marco do Descobrimento e o Museu de Porto Seguro, que funciona na antiga Casa da Câmara e Cadeia.

O que eu descobri por lá é que, apesar da quantidade enorme de pessoas que desemboca direto dos ônibus para as ruelas da Cidade Alta, quase ninguém visita o museu. Vale ressaltar que a entrada custa simbólicos três reais (dois para estudantes). Então, fica a dica: caiu na cilada de estar no centro quando os monstros motorizados da CVC chegaram? Corre para o museu, faz uma horinha por lá e ainda aproveita a oportunidade para conhecer um acervo muito bem organizadinho.
O marco do Descobrimento

O gatinho e a namoradeira: dedicada à Vizoca que acaba de ganhar uma gatinha

sábado, 18 de abril de 2009

What's next

RH - ROTEIRO 8

Porto Seguro/BA ---------------- 8

Santa Cruz Cabrália/BA ------ 2

Santo André/BA ----------------- 3

Arrraial d'Ajuda/BA ------------- 8

Porto Seguro/BA ---------------- 0

Total ------------------------------- 21

E a boa notícia: VOLTO DIA 26 DE MAIO, O QUE SIGNIFICA QUE EU VOU PODER PASSAR MEU ANIVERSÁRIO EM SÃO PAULOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

terça-feira, 14 de abril de 2009

Escadaria da Penha

Só algumas pessoas vão entender as primeiras fotos desse post. Mas é exatamente para estas pessoas que eu o dedico.
Como uma escadaria não basta, melhor garantir com uma rampinha para aquecer

E lá no topo eu encontrei:

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Torta capixaba

Seguindo a tradição na região, eu provei a torta capixaba na hora certa: em plena Semana Santa!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Papo de paulistano, meu

Depois de ver toda a pousada, fiquei conversando com o proprietário, que nasceu em São Paulo e viveu toda a vida lá, mas há cinco anos decidiu se mudar para Cumuruxatiba. A última frase que eu ouvi, e que nos deixou refletindo por um pequeno tempo, resume bem o que eu sinto nas viagens. “O problema é que São Paulo é viciante”, disse ele. Eu concordei silenciosamente receando que uma manifestação mais entusiasmada pudesse ofender a opção daquele senhor de mudar para uma cidade como Cumuru.

A maratona para chegar à cidade fantasma

Depois de quase dez horas na estrada, uma travessia de canoa, uma viagem de bugue, outra volta de canoa, um atolamento e de cair em um buraco do qual o carro não conseguia sair por mais que eu acelerasse, cheguei em Cumuruxatiba.

Tudo escuro. Três dias sem energia elétrica na cidade baiana. Mas a falta de luz não impediu que as belezas naturais pudessem ser apreciadas durante o dia:

No mirante...

Na praia...

...um pier abandonado!