sábado, 23 de maio de 2009

Entardecer na balsa

Para chegar de Santa Cruz Cabrália a Santo André também é preciso fazer uma travessia de balsa. Dessa vez, o rio no meio do caminho é o João de Tiba.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Arraial D'ajuda

Mais uma vez o mirante fica escondido atrás da igreja, no topo da falésia

Casamento de índio

Em Porto Seguro, eu visitei a Reserva Indígena da Jaqueira. Uma área de proteção ambiental que tem boa parte de seu território forrada com mata atlântica primária, ou seja, que nunca foi desmatada. Os índios da Jaqueira vivem parcialmente protegidos da cultura externa. Eles têm energia elétrica, mas só na escola; vivem em ocas, mas de alvenaria; usam roupas só no frio (pouco comum por aqui). O mais legal é que, nas aulas da escolinha, há tempo reservado para aprendizado do idioma dos pataxós. Mas, chegando ao ponto, toda essa introdução só para contar uma história que escutei por lá.

O que eles dizem na aldeia é que antigamente, quando um índio se interessava por uma índia, ele pegava uma pequena pedra do chão e atacava nela. Se ela jogasse uma pedra de volta ou agarrasse a que ele havia arremessado, era sinal de que também gostava dele. Algumas pedrinhas depois, o compromisso estava oficializado.

A data do casamento era marcada e toda a comunidade ajudava com os preparativos. Todos participavam da construção da casa, como uma forma de presentear a nova família. Quando a oca estava pronta, era hora de o noivo mostrar que era capaz de proteger sua futura esposa. Para isso, ele tinha de escalar uma montanha íngreme carregando um tronco de árvore que tivesse o mesmo peso da noiva. Se chegasse ao topo, provava que era capaz de socorrê-la em qualquer situação. Só então era realizada a cerimônia.

A união era oficializada com uma festa que reunia toda a aldeia. Os homens caçavam, as mulheres cozinhavam e todos dançavam para desejar felicidades ao casal. O casamento era para sempre, não havia como desfazê-lo (nada de anulação e muito menos divórcio) e nenhum dos dois poderia ser infiel.

Até hoje, uma vez por ano, casamentos como esse são realizados na Reserva Pataxó da Jaqueira.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

No balanço da balsa

Para chegar a Arraial D'Ajuda saindo de Porto Seguro, é preciso atravessar o rio Buranhém de balsa:
Flor de vitória-régia: uma das primeiras coisas que vi ao chegar em Arraial

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tartaruguinhas

Quem diria que as agitadas praias de Porto Seguro, com suas barracas gigantescas espalhadas por toda a orla, também são procuradas pelas tartarugas marinhas na época da desova. Pois acredite, elas são. Parece que os bichinhos não se importam muito com a bagunça e continuam aparecendo por aqui. O problema é que os ninhos ficam ainda mais ameaçados, agora também pelos turistas curiosos.

Eu visitei a sede de um pequeno projeto que trabalha em parceria com o Tamar. Eles protegem ninhos, ajudam as tartarugas recém-nascidas a voltar para o mar e resgatam as doentes para tratá-las. O mais legal é que todos que participam da ação são voluntários. Tive a oportunidade de ver uma família de tartaruguinhas que havia saído do ovo naquele mesmo dia. Elas estavam aguardando o movimento da praia diminuir para que pudessem ser levadas para o mar.
Dois fatos tristes:
- apenas uma ou duas tartarugas marinhas em cada mil chegam à idade adulta.
- muitas tartarugas morrem ou são encontradas doentes porque ingerem lixo jogado no mar. Os dois principais vilões são pedacinhos de isopor, muito utilizado pelos pescadores, e bitucas de cigarro.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pelas vielas do centro histórico

A oportunidade que eu tive deve ser rara: passear pelas ruazinhas de terra do centro histórico de Porto Seguro sem mais do que 10 turistas no local. Eu explico: estamos em plena baixa temporada, ontem o dia estava nublado e as dezenas de ônibus da CVC que circulam pela cidade, largando e buscando pequenas multidões pelos locais mais turísticos, deve ter ficado na garagem.
Sem a bagunça, pude concluir que, apesar de já um pouco degradado e com um comércio de artesanato indígena-fake, o centrinho ainda mantém um certo charme. O local onde os portugueses construíram a primeira vilinha após o descobrimento é tombado pelo Iphan e, portanto, muito bem mantido. Destaque para as ruínas de um colégio dos jesuítas, o marco do Descobrimento e o Museu de Porto Seguro, que funciona na antiga Casa da Câmara e Cadeia.

O que eu descobri por lá é que, apesar da quantidade enorme de pessoas que desemboca direto dos ônibus para as ruelas da Cidade Alta, quase ninguém visita o museu. Vale ressaltar que a entrada custa simbólicos três reais (dois para estudantes). Então, fica a dica: caiu na cilada de estar no centro quando os monstros motorizados da CVC chegaram? Corre para o museu, faz uma horinha por lá e ainda aproveita a oportunidade para conhecer um acervo muito bem organizadinho.
O marco do Descobrimento

O gatinho e a namoradeira: dedicada à Vizoca que acaba de ganhar uma gatinha

sábado, 18 de abril de 2009

What's next

RH - ROTEIRO 8

Porto Seguro/BA ---------------- 8

Santa Cruz Cabrália/BA ------ 2

Santo André/BA ----------------- 3

Arrraial d'Ajuda/BA ------------- 8

Porto Seguro/BA ---------------- 0

Total ------------------------------- 21

E a boa notícia: VOLTO DIA 26 DE MAIO, O QUE SIGNIFICA QUE EU VOU PODER PASSAR MEU ANIVERSÁRIO EM SÃO PAULOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO