terça-feira, 24 de junho de 2008

A família de Rani

Era uma vez um homem chamado Ram Singh Munda. Ele morava na Índia com sua esposa e sua filha Dulki. A família de Munda vivia em uma tribo na floresta indiana. Um dia sua esposa faleceu e a filhinha de apenas quatro anos ficou inconsolável. Um ano depois, em uma de suas incursões pela mata, ele encontrou uma ursa filhote, que assim como sua filha, era órfã. Ele decidiu levá-la para casa e criá-la como um animal de estimação. A ursa devolveu a alegria de sua filha e sobreviveu graças aos cuidados dos dois.


Essa poderia ser uma história muito feliz se não tivesse um desenrolar tão trágico. Depois de um ano com a ursa morando na casa de Munda, um jornal local decidiu fazer uma matéria sobre a família. A reportagem repercutiu entre as autoridades sanitárias da região e o homem foi preso por violar as leis de proteção à vida selvagem. A ursa mandada para o zoológico, onde se recusa a comer, e a criança foi enviada para um orfanato.

Hoje, até mesmo os ativistas ambientais pediram que o homem fosse libertado e que pudesse encontrar novamente o animal. Munda é analfabeto e vive em uma tribo, portanto não tem conhecimento das leis vigentes no país. E sabe o que é mais lindo dessa história? O nome escolhido por ele para batizar a ursa foi Rani, que significa Rainha.

Eu torço pela reunião da família de Rani.

sábado, 21 de junho de 2008

Os mafagafos da cozinha

Abri uma enciclopédia da cozinha brasileira e só então percebi que eu não conheço nada da culinária do país. Além dos tradicionais tacacá, tucupi, pequi e maniçoba que meus colegas de trabalho adoram tanto comentar e que eu não tinha idéia do que era até colocar no google, descobri outras milhões de palavras novas. Algumas delas digamos que um pouco difíceis de se pronunciar...

Efó – prato típico da Bahia, leva camarão seco, verduras como taioba, mostarda e língua-de-vaca (calma, é só uma planta!)

Munguzá – mingau feito com milho branco, açúcar, leite de coco, polvilhinho e canela, semelhante à canjica mineira. Além de tudo isso, tem o nome mais engraçado de se pronunciar!

Sapoti – fruta energética, de sabor doce semelhante ao do caqui. Mais comum na Paraíba.

Tiquira (foto) – Bebida destilada típica do Maranhão com teor alcoólico bastante alto. Feita do sumo da mandioca, água e açúcar, o produto final adquire coloração lilás, que vem da anilina ou das cascas de tangerina utilizadas na preparação

Sarnabi ou cernambi – molusco marinho que se faz ensopado com leite ou mexido com ovos e que também é utilizado no preparo de tortas.

Buriti – palmeira típica do Maranhão. Com as folhas se faz cestas e com as frutas doces e compotas.

Turu – molusco comprido encontrado em cascas de árvores nos mangues e consumido cru pelos catadores de caranguejo na região da Ilha de Marajó (ECA!).

Aviú (foto) – um micro camarão de água doce comum na Região Norte do país.

Algumas frutas da Região Norte: murici, mangaba, taperebá...

Agora o que eu acho mais engraçado é que você pode dizer: “tacacá leva tucupi preparado no tipiti”. Se você falar rápido e várias vezes equivale ao trava-línguas dos vários mafagafos

Tucupi – caldo extraído da mandioca brava.

Tipiti – instrumento para coar o caldo da mandioca

Tacacá – típico do Pará, é um tipo de caldo que leva tucupi, camarão seco e jambu (uma verdura que tem o poder de amortecer a boca...)

Ah, e o clássico Biribiri que eu também não conhecia.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Razões para adorar o Mineiro

O Bloguildo estava mais abandonado do que nunca nesse período louco (que ainda não terminou) de muito trabalho e estudo. Pensei, então, que ninguém melhor para reanimar os ânimos do blog moribundo do que o Mineiro!
Um dia desses, passei pela frente da televisão em meio a um jogo da seleção brasileira e me deparei com ele, um dos poucos, pouquíssimos jogadores que eu adoro. Eu não o via há algum tempo. Eu não acompanho futebol e quando assisto algum jogo o São Paulo está no meio, time que infelizmente não conta mais com a presença sorridente do Mineirão. Então, sem mais firulas, aí vão as minhas razões:

1- Ele é tão feio, tão feio que eu acho ele bonito.

2- Ele é implacável como artilheiro mas se precisar ele também faz um golzinho.

3- Ele é baixinho, mais velho e todo mundo bate nele em campo (o que me revolta muito), mas ele nem liga. Levanta e continua.

4- Ele não reclama com o juíz, não briga, não cria polêmicas, não bate nos adversários a não ser que seja uma situação extrema (tipo só ele para defender). E ele é um dos jogadores que menos erra plurais e troca palavras em entrevistas para a Globo depois do jogo.

5- Ele jogava no São Paulo e, tirando algumas poucas exceções, os jogadores do tricolor paulista são sempre os mais legais. Espero que ele esteja ganhando alguns milhares de dólares ou euros e que um dia volte para jogar no Morumbi. Eu super entendo que ele tenha tomado a decisão de sair do time. Mas, mesmo assim, confesso que gritei "fica mineiro" nas arquibancadas do estádio.

6- Eu não gosto de nenhum outro jogador de futebol como eu gosto dele. Essa TEM que ser uma razão para as outras pessoas gostarem dele.

Eu queria registrar aqui a minha vontade de conhecer o Mineiro. Eu queria muito dar um abracinho nele e falar “Mineiro, eu sou sua fã”. Eu queria apertar a bochecha dele também, mas aí já acho que seria meio inapropriado.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Chez Juarez!

Como o resultado da votação lá no Espírito Santo já foi revelado e eu até já ganhei uma revistinha, posso contar uma história que foi, sem dúvidas, a melhor da minha viagem para Vitória. A história do dia que eu conheci o chef Juarez Campos, visitei seu restaurante e até a sua casa.

Antes de mais nada, existem dois motivos fundamentais que já me fariam gostar do chef Juarez, independentemente de todo o resto. O primeiro é que ele é a prova viva de que não há um tempo certo para escolher o que fazer da vida. As vezes, uma mudança quando você já está quase chegando aos 40 anos pode ser a solução. E a segunda coisa é que, ao contrário do que muita gente pensa, não são só os riquinhos que estudam na Le Cordon Bleu que podem fazer gastronomia. Dá para se esforçar e seguir a vocação mesmo se você não tiver os maiores recursos do mundo.

Digo isso tudo porque antes de pegar nas panelas, Juarez Campos formou-se em farmácia e bioquímica e durante 20 anos foi professor universitário. Ele começou a cozinhar quando mudou-se para a capital capixaba e foi morar em uma república. Na casa, onde só viviam homens, ninguém cozinhava. Juarez começou a preparar algumas das receitas que a mãe ia lhe ensinando e os pratos receberam muitos elogios. Como ele mesmo diz, isso acontecia nem tanto porque eles eram saborosos, mas porque eram os únicos na casa.

Durante as duas décadas em que lecionou Química, ele fez, paralelamente muitos cursos de gastronomia. Uma vez por semana, Juarez assistia as aulas do chef Laurent Suaudeau, que comanda uma das mais conceituadas escolas de gastronomia de São Paulo. Por quatro anos, todas as quartas-feiras, ele visitava a capital paulista só para ir aos cursos e voltava na mesma noite, sempre de ônibus. Chegava em Vitória na hora da primeira aula de quinta-feira.

Neste tempo, Juarez gastou todo o dinheiro do salário de professor para pagar viagens internacionais. Visitou a Itália, a França e em cada cidade que parava queria conhecer restaurantes e visitar a cozinha de cada um deles. Ele conta que só em Nova York conseguiu fazer estágios em oito grandes restaurantes.

Juarez decidiu, então, largar o magistério e montar seu primeiro restaurante, o Oriundi, na garagem do cunhado. A casa deu muito certo e hoje Juarez comanda três bem conceituadas cozinhas em Vitória. Os frutos do trabalho duro podem ser vistos em sua casa, que tem cozinha com equipamento profissional e armários e mais armários forrados de livros sobre gastronomia. O audi novinho, porém, fica na garagem. O chef Juarez sai todas as noites para visitar os restaurantes pilotando uma scooter.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eu desejo...


Quando eu assoprar as minhas 22 velas e cortar o meu bolinho hoje a noite, tudo que eu vou desejar é um brigadeirão como esse ai em cima. E dia 21 de julho eu realizo o meu pedido. Afinal, o que são mais dois mesinhos para quem já esperou que quatro, não é mesmo? E por enquanto eu fico com os beijinhos, cajuzinhos e bichos-de-pé da vida!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ir para o JUCA é...

Se espremer para caber no carro

E apertar ainda mais para entrar na barraca

Andar de ônibus

E se divertir andando de ônibus

Ser um pouquinho falsa

Presenciar a pausa dramática do Ju ao som de "ele senta, eu sei que senta..."

A Bia com cara de paisagem

O Fel com gravatinha borboleta

Dançar na quadra

Conhecer o cara com a calça mais sexy do mundo

Tirar foto com um desconhecido no meio da batucada da bateria

Ficar bem no meio da torcida adversária

E nem por isso brigar com os seus rivais

Flagrar uma polêmica na vizinhança

Ter um vizinho corinthiano

Abrir a cerveja no dente

Sair de casa, dar um passo e chegar na balada

Descobrir que tinha mais alguém querendo sair na foto mas não saber quem é

quarta-feira, 21 de maio de 2008

JUCA

Lalá lalalálálá Lalá lalalalalálálá
Eu sou sempre Cásper
Lalalálálá
Sempre contigo Cásper
Lalalálálá
Só eu sei!
Porque eu não fico em caSAA


Comprei um quilo de farinha
pra fazer farofa
pra fazer farofa-fá
E tubarão pra mim é sardinha,
Metô é lá na roça,
Metô é lá na roça-çá
E na FAAP só galinha,
ECA nem de graça
ECA nem de graça-çá
E a BA pequenininha
a PUC é uma bosta
a PUC é uma bosta-tá

Olha nós de novo aí
Quatro dias sem dormir
Sem tomar banho,
que assim seja,
quatro dias só na breja
Eu sou mais Cásper!
ooooooooooooooooooo
Cásper Líbero

Estou cantando as musiquinhas enquanto arrumo minhas malas e amanhã é pé na estrada....