As vezes eu sinto que os meus olhos são mais fortes do que eu. Eles simplesmente querem fechar e eu não posso fazer nada a respeito. Nessas horas eu recorro a um dos meus maiores parceiros na atualidade: o café.
A cena que se repete quase diariamente: estou no trabalho, ainda há muito o que fazer e a disposição já acabou faz tempo. Sinto vontade de abraçar o teclado, me apoiar no monitor e colocar os dois pés na cadeira do colega vizinho. Fico imaginando como seria se eu dormisse uma hora. Nada mais que isso, só uma horinha cronometrada no relógio. Aposto que meu rendimento melhoraria. Mas logo volto para a realidade e recorro à maquina de café. A bebida não é lá daquelas realmente gostosas. Se pudesse eu colocaria bem mais café, menos açúcar e capricharia na dose um pouco mais. Para completar, ouvi rumores de que já encontraram uma barata no copinho. Mas nada disso parece um obstáculo quando o sono vespertino pesa sobre os olhos. O efeito é quase imediato: logo depois do café, surge disposição.
Mas o assunto de hoje não é literalmente o café e sim todas aquelas pequenas coisas da vida que, em pequenas doses diárias, nos fazem acordar, sentir mais dispostas. Nos dão coragem e, com certa delicadeza, nos empuram para a realidade.
Ultimamente tenho percebido claramente que quando algumas pessoas, alguns lugares, alguns hábitos bobos deixam de fazer parte da minha rotina por apenas uma semana, tudo muda. São breves momentos de conversa ou de silêncio que, sem nenhum grande motivo para tanto, me dão uma injeção de ânimo na veia, me fazem ver tudo por uma perspectiva diferente, muito mais colorida.
Agradeço aos meus cafés de cada dia!
domingo, 12 de outubro de 2008
Supercalifragilisticexpialidocious
Não sei porque me lembrei da maior palavra do mundo hoje (o TCC faz isso com as pessoas). É a palavra sobre a qual a Mary Poppins canta no filme da Disney. Fiquei tentando pronunciá-la, mas acho que não vou conseguir tão cedo: supercalifragilisticexpialidocious! Agora não vai mais sair da minha cabeça tão cedo...
The biggest word I ever heard
And this is how it goes:
Oh, supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!
Um diddle diddle diddle um diddle ay
Um diddle diddle diddle um diddle ay
So when the cat has got your tongue
There's no need for dismay
Just summon up this word
And then you've got a lot to say
But better use it carefully
Or it may change your life
One night I said it to me girl
And now me girl's my wife!
She's supercalifragilisticexpialidocious!
And this is how it goes:
Oh, supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!
Um diddle diddle diddle um diddle ay
Um diddle diddle diddle um diddle ay
So when the cat has got your tongue
There's no need for dismay
Just summon up this word
And then you've got a lot to say
But better use it carefully
Or it may change your life
One night I said it to me girl
And now me girl's my wife!
She's supercalifragilisticexpialidocious!
Quase lá...
Estava entretida montando meu quebra cabeça de 5 000 peças. Acho que estou quase conseguindo completá-lo, mas ainda falta uma pequena parte para que eu veja completa aquela imagem impressa na caixa. Será que alguém escondeu as pecinhas para que eu não pudesse terminar?
terça-feira, 19 de agosto de 2008
No mínimo surpreendente
São momentos raros da vida, mas de vez em quando você conhece uma pessoa, um lugar, uma história que te desperta uma sensação de que você não sabe nada, não conhece nada. Eu gosto. Gosto de pensar que eu ainda não sei nada da vida. Sinto que ainda há muito por aí que eu não tenho idéia de que existe e que a qualquer momento vou ser surpreendida com algo novo.
Hoje, me encontrei com a Phédra D. Córdoba, estrela do grupo Satyros e uma das pessoas mais surpreendentes que eu já conheci. Quando ela fala, sorri, berra ou gesticula, eu não tenho idéia do que está se passando pela cabeça dela. Não entendo se ela gostou, se está brava, se quer me bater, se me achou burra. Ela conta histórias e eu não posso nem imaginar o final, penso que ela poderia estar facilmente inventando aquilo tudo.
Enfim, eu ainda não a compreendi completamente, mas um pouquinho eu já conheço. Posto aí embaixo a Phédra em uma performance da peça Transex. Ela canta I'll survive em espanhol e toca castanholas... de resto, nada mais me lembro!
Hoje, me encontrei com a Phédra D. Córdoba, estrela do grupo Satyros e uma das pessoas mais surpreendentes que eu já conheci. Quando ela fala, sorri, berra ou gesticula, eu não tenho idéia do que está se passando pela cabeça dela. Não entendo se ela gostou, se está brava, se quer me bater, se me achou burra. Ela conta histórias e eu não posso nem imaginar o final, penso que ela poderia estar facilmente inventando aquilo tudo.
Enfim, eu ainda não a compreendi completamente, mas um pouquinho eu já conheço. Posto aí embaixo a Phédra em uma performance da peça Transex. Ela canta I'll survive em espanhol e toca castanholas... de resto, nada mais me lembro!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Dez anos
Posso me lembrar como se fosse ontem de quando o telefone tocou e da boca da minha mãe eu ouvi as palavras “vai ser hoje? Você já está indo para lá?”. Eu tinha apenas 12 anos na época, mas já entendi perfeitamente do que se tratava e em uma pequena confusão de sentimentos, pude senti as lágrimas rolando pelo meu rosto. Não chorava de tristeza. Era uma alegria tão simples e profunda que eu acho que jamais saberia expressar por palavras. Era hoje. Era hoje o dia em que minha irmã seria mãe e eu tia.
Corremos, corremos muito pelas ruas congestionadas. O caminho até a maternidade São Luiz nunca pareceu tão longo. Não tínhamos nada nas mãos, nem uma flor, nem um presente. Nada daquilo que planejavamos entregar à mãe e ao bebê quando os víssemos pela primeira vez. Mas, sem sabermos bem porque, nada disso parecia importar.
Quando passamos correndo pela porta de vidro na entrada do hospital, minha irmã já estava sendo preparada pelos médicos para a operação. Estava cuidando dos últimos detalhes antes daquele que seria o momento mais especial da sua vida até então. Minha mãe insistiu com as enfermeiras que precisava vê-la antes da cirurgia. Tanto insistiu que conseguiu. Eu esperei do lado de fora, mas mandei por ela o meu carinho e desejo de que tudo corresse muito bem.
Lembro da pequena sala com sofás de couro preto que ficamos esperando por notícias do nascimento. Lembro também quando toda a família se virou para ver o mais novo papai entrando ainda branco de susto para dizer que tudo tinha corrido bem. Contou que tinha quase desmaiado, mas que mãe e bebê estavam ótimos. Depois disso, revelou grande mistério do dia: era um menino. Era o Fernando. Até então, o sexo do bebê era um segredo que somente o médico do ultra-som poderia decifrar, mas que a mamãe de primeira viagem persistentemente se negou a desvendar.
Seis horas depois de chegar ao mundo, o Fê subiu ao quarto para a primeira mamada. Toda a família aguardava do lado de fora. Quando o vi pela primeira vez, um sentimento ainda maior tomou conta de mim. Ele era lindo, perfeito, era a criança mais graciosa que eu já tinha visto. Me lembro de olhar pelo vidro do berçário e pensar que era impressionante como todos os outros bebês ali deitadinhos eram pequenos, com cara de joelho, menos o meu sobrinho.
Não me recordo como voltei para casa, nem que horas saímos de lá. Hoje, quase dez anos depois, minha memória guardou somente as impressões mais intensas. Mas uma década é muito e não sei como esse tempo todo passou tão rápido. Ainda não consegui entender. Lembro que no dia em que ele nasceu eu pensei que quando eu fizesse 24 anos o Fê seria exatamente o que eu era naquele dia, ele teria 12 anos e saberia tudo que eu sabia. Mas essa data, que agora já está próxima, ainda parecia fazer parte de um futuro muito distante.
Amanhã é dia de festa: 10 anos do meu querido primeiro sobrinho. E quem sabe daqui a alguns meses eu não conto como, três anos depois, no dia 23 de novembro, chegaram outros dois novos membros da família Figueiredo Ponzini?!
Parabéns à Vera e ao Fê pela data. Doze de agosto é o dia do aniversário dos dois leoninos da família.
Corremos, corremos muito pelas ruas congestionadas. O caminho até a maternidade São Luiz nunca pareceu tão longo. Não tínhamos nada nas mãos, nem uma flor, nem um presente. Nada daquilo que planejavamos entregar à mãe e ao bebê quando os víssemos pela primeira vez. Mas, sem sabermos bem porque, nada disso parecia importar.
Quando passamos correndo pela porta de vidro na entrada do hospital, minha irmã já estava sendo preparada pelos médicos para a operação. Estava cuidando dos últimos detalhes antes daquele que seria o momento mais especial da sua vida até então. Minha mãe insistiu com as enfermeiras que precisava vê-la antes da cirurgia. Tanto insistiu que conseguiu. Eu esperei do lado de fora, mas mandei por ela o meu carinho e desejo de que tudo corresse muito bem.
Lembro da pequena sala com sofás de couro preto que ficamos esperando por notícias do nascimento. Lembro também quando toda a família se virou para ver o mais novo papai entrando ainda branco de susto para dizer que tudo tinha corrido bem. Contou que tinha quase desmaiado, mas que mãe e bebê estavam ótimos. Depois disso, revelou grande mistério do dia: era um menino. Era o Fernando. Até então, o sexo do bebê era um segredo que somente o médico do ultra-som poderia decifrar, mas que a mamãe de primeira viagem persistentemente se negou a desvendar.
Seis horas depois de chegar ao mundo, o Fê subiu ao quarto para a primeira mamada. Toda a família aguardava do lado de fora. Quando o vi pela primeira vez, um sentimento ainda maior tomou conta de mim. Ele era lindo, perfeito, era a criança mais graciosa que eu já tinha visto. Me lembro de olhar pelo vidro do berçário e pensar que era impressionante como todos os outros bebês ali deitadinhos eram pequenos, com cara de joelho, menos o meu sobrinho.
Não me recordo como voltei para casa, nem que horas saímos de lá. Hoje, quase dez anos depois, minha memória guardou somente as impressões mais intensas. Mas uma década é muito e não sei como esse tempo todo passou tão rápido. Ainda não consegui entender. Lembro que no dia em que ele nasceu eu pensei que quando eu fizesse 24 anos o Fê seria exatamente o que eu era naquele dia, ele teria 12 anos e saberia tudo que eu sabia. Mas essa data, que agora já está próxima, ainda parecia fazer parte de um futuro muito distante.
Amanhã é dia de festa: 10 anos do meu querido primeiro sobrinho. E quem sabe daqui a alguns meses eu não conto como, três anos depois, no dia 23 de novembro, chegaram outros dois novos membros da família Figueiredo Ponzini?!
Parabéns à Vera e ao Fê pela data. Doze de agosto é o dia do aniversário dos dois leoninos da família.
sábado, 2 de agosto de 2008
Sem palavras...
Eu cheguei para o show do Muse com altas expectativas. Cada uma delas foi superada!
Uns pequenos trechos para tentar explicar do que eu estou falando:
Knights of Cydonia
Hysteria
Supermassive Black Hole
Uns pequenos trechos para tentar explicar do que eu estou falando:
Knights of Cydonia
Primeirona!
Hysteria
Supermassive Black Hole
sábado, 26 de julho de 2008
Unexpectedly MUSE
Até ontem de manhã (ou melhor, antes de ontem já que hoje já é amanhã - confuso!) eu não sabia se eu iria ou não ver a banda. Os motivos da minha indecisão? Eram muitos. Confesso que na minha listinha os prós prevaleciam sobre os contras, mas quem me conhece sabe que eu não sou boa para tomar decisões, por mais simples que elas sejam. Comprei num raríssimo impulso de determinação que eu espero se repita mais vezes na minha vida.
Enfim, toda essa história para dizer que depois de uma minissérie mexicana (não chegou a ser uma novela) comprei meu bilhete premiado, meu cupom da sorte, e quinta que vem vou me embrenhar na multidão com as minhas lindinhas para ver os inglesinhos de perto!
Bom, como esse post não podia deixar de ter uma trilha sonora, aí vai a minha música favorita. Ou melhor, uma delas. Porque como diz a Biazélda "ô banda para fazer música boa".
STARLIGHT
"You electrify my life"
E que chegue a quinta-feira e com ela muitos outros acontecimentos inesperados!
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